sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Capítulo 5

Capítulo 5

Wingfield

O tio Jorge estava mais carrancudo do que o normal. Dawis não o culpava por isso. Perder o velho Dragonlord fora um golpe cruel para ele. A conta pelos estragos na loja de cristais não foi muito animadora também.

Estavam andando há quase meia hora já. O que era um grande progresso, se levarmos em conta que provavelmente eles iam mais rápido andando do que de carro...

Por sorte o acidente desviou completamente a atenção do tio, que esqueceu, pelo menos por um tempo, o cartão que o gato branco deu para Dawis.

Agora enquanto andava pelas ruas de Britoriah, tendo um sobressalto cada vez que o tio tomava fôlego, temendo a pergunta que não tardaria (Onde está aquele cartão, sua peste?) o garoto alisava o pedacinho de papel dentro de seu bolso. “Nós olhamos por você” dizia nele. A mente de Dawis fervia febrilmente tentando descobrir o que significava aquilo. Seriam espiões? Bandidos ou mocinhos? Seria uma piada? Algum tipo de armadilha? Não que alguém quisesse seu mal, não que ele saiba de alguém... quer dizer, havia os tios e a dona Efigência, mas eles não precisavam de armadilhas, só precisavam esticar o braço, certo?

Lá no seu íntimo ele não pode deixar de pensar se isso tinha alguma relação com os Sonhos.

- Agora escute aqui moleque. Já estamos chegando ao Wingfield. – disse de repente o tio Jorge. Dawis sentiu seu estomago pesar como se tivesse comido chumbo. – Esse não é um lugar para se fazer brincadeiras... – continuou franzindo o cenho. O garoto prestou muita atenção. Não era comum seu tio querer lhe dar um conselho. – Lá dentro as pessoas que vão se encarregar de você são muito cruéis e não vão admitir que você erre. Faça o que mandarem você fazer! Nunca desobedeça!

Jorge olhou com atenção para ver se Dawis estava escutando atententamente. Vendo nos olhos arregalados uma confirmação, ele prosseguiu.

- Mas saiba que a carreira militar não é tão ruim. Sim, é um trabalho perigoso. Sim, você pode morrer. Mas se sobreviver... as recompensas são grandes! Pelo menos é o que eu ouvi dizer...

Dawis Hinks sentiu um arrepio. Não parecia um lugar muito animador.

Seu tio lhe deu uma palmadinha amigável nas costas. – Você... vai se sair bem. Apenas trate de ficar rico e de nos recompensar por tudo o que nós fizemos por você, certo?

Aquilo era provavelmente o mais perto que seu tio já chegara de demonstrar um pouco de preocupação ou carinho para com Dawis, fato que deixou o menino com um aperto no coração. Talvez lá no fundo, mas beeeeeem no fundo, seu tio não fosse uma pessoa tão ruim.

Caminharam mais alguns minutos em silêncio. Logo Dawis hinks notou que as casas iam rareando, as arvores se tornavam menos esparsas e que o número de pedestres diminuía consideravelmente. Mais adiante já estavam andando em uma larga rua de pedras brancas, ladeada por velhos postes com brasões com um sibolo de asas. Havia muitas árvores que pareciam ser um tanto antigas.

A dupla parou. Em sua frente, um enorme portão. Ele era adornado com grandes diamantes e esmeraldas, construido com pedras pintadas de puro ouro (isso se não fossem elas próprias ouro, Dawis não saberia dizer). Escudos e estandartes lhe davam uma aparência belicosa. A maioria tinha o mesmo brasão que estava nos postes, mas muitos tinham outros símbolos, como cervos, dragões, espadas cruzadas e caveiras, .

Mas mais impressionante era o dragão.

Um comentário:

Anônimo disse...

Blog do Frodoo o/
aêEêê

comentário inutil ;/ eioejaoiae
eh a Georgia, amiga da Lorak =p


tenho q ler agora.. hehe ^^

;*